Os ajuntós (Orixás
que comem juntos), foram criados pela necessidade financeira dos filhos de
Santo, pelos altos custos das obrigaçôes ao longo dos anos. Essa mudança não
foi feita somente na vontade dos homens pois os Orixás foram consultados para
ver se aceitariam. Se voltarmos no tempo em que os animais eram mais
acessiveis, teríamos um quatro pé para cada Orixá e esses ajuntós aos poucos
foram incorporados ao ritual africano, somente pela necessidade financeira,
tendo em vista os altos custos dos animais, que com a expansão da religião
africana, começaram a serem comercializados a peso de ouro, exemplo:
BARA – OGUM –
OSANHE , no Jeje (hoje) comem juntos no mesmo quatro pé, mas poderiamos
muito bem dar um quatro pé para cada Orixá, individualmente, sem com isso
dizer que esta errado o procedimento (corte) porque antigamente era desta
forma. E essa mudança foi aceita pelos Orixás.
Se houver algum
filho e/ou Pai/Mae de Santo que tenha condições de assim proceder (dar um
quatro pé a cada Orixá) poderá desde o inicio dar um para cada Santo e
continuar dando a mesma obrigação. (Os demais ajuntós seriam da mesma forma)
(*) No jeje o Orixá
Xangô, Xapanã e Iemanjá, comem juntos. Sendo que, se oferece o Carneiro a Xangô
depois para Xapanã e após castra-se o carneiro (so depois de castrado) se
oferece a Iemanjá, simbolizando a Ovelha. Isto criou muita controvérsia entre
alguns africanistas porque dizem que Iemanjá come Ovelha e não carneiro
Castrado. Na verdade os filhos que tem cabça de Iemanjá oferecem a Ovelha para
Iemanjá. O Carneiro e só para o ajuntó Xangô-Xapanã-Iemanjá.
Nas outras nações
(Cabinda, Oyo etc) podem haver variações e não aceitam os ajuntós do Jeje.
É como já citamos,
cada nação tem suas regras, leis e procedimentos, até mesmo dentro do próprio Jeje
encontramos algumas pequenas diferenças, mas são realizadas pelo livre arbitrio
dos seus praticantes.
PASSAGENS - AFINIDADES DOS
ORIXÁS
As passagens e a
afinidades do Orixá de cabeça com os Orixás de corpo, são os Orixás que estão
mais próximo do filho de santo. Sempre
consultando os Orixás, através dos búzios, para definir as cabeças, corpos e
passagens de acordo com as raízes de cada nação.