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CRÔNICA DO MÊS
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MAIO 2012
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UNIÃO + LUTA = RESULTADOS POSITIVOS
É quase que
uma constante, estou sempre me perguntando por que faço isso? Por que luto
tanto por nossa religião?
E sempre
quando me questiono, logo vem a minha cabeça a imagem de meu grande Pai
Vinicius de Oxalá e lembro-me daquele texto que ele me deu para colocar no
livro que diz assim:
"Deixo aqui também um pedido a
todos os demais Babalorixás e Ialorixás, trabalhadores da nossa religião,
lutadores pela nossa religião, que procurem fazer uma união, uma grande união,
lutarem sempre juntos na mesma direção e não cada um para um lado.
As Federações de Umbanda,
Afrobrás, Afrorito, Ocecae, a todas as federações, eu acho que também devem
convergir para um lado só, para um ponto determinado, criar realmente a
religião do Brasil, com uma determinada fonte de conhecimentos e segmentos para
que não haja distorções que existem hoje dentro de nossa religião.
Mais uma vez peço que os Guias,
por mais novos e recentes que cheguem dentro de uma incorporação devem ser
respeitados, pode o médium ainda estar muito consciente, mas o Guia está
presente e disso nós não podemos nos olvidar.
Nenhum de nós, por mais velho
cacique que seja ou Babalorixá tem o Guia ou o Orixá melhor que o outro,
"todos são iguais", e se todos são iguais, todos merecem o devido
respeito.
Então é um pedido, é uma mensagem
de pedido, que anotem bem, que verifiquem bem, que examinem bem os seus
caminhos, os seus passos porque só se tivermos a condição de alterar o ritmo desastroso
que anda o nosso caminho hoje, poderemos ser amanhã uma grande religião do
Brasil.
Então, ao ver o decreto da nossa Presidenta oficializando o dia da Umbanda, fico muito feliz ao ver que a UNIÃO nos
levou a este acontecimento.
Até pode parecer sem muita importância,
mas sem dúvida nos oferece mais um ingrediente para refletirmos e ver realmente
que a UNIÃO faz a FORÇA e conforme disse meu Pai, quem sabe um
dia teremos realmente uma grande Religião Oficial em nosso país.
Vamos continuar a luta.
Vamos continuar a manter a nossa
Umbanda e o Afro-Brasileiro nos patamares mais altos possíveis.
Beto de Ogum
Filho de Pai Vinicius de Oxalá Domaia e Ogum Megê
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CRÔNICA DO MÊS
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ABRIL 2012
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Após ler vários "posts" publicados por algumas pessoas no Facebook sobre o nosso encontro da bacia na Argentina, pensei em dar retorno, mas lendo um livro de Chico Xavier encontrei um texto que vem bem a calhar para que estas pessoas que criticaram possam ler e refletir sobre as suas palavras.
CHICO: “A DOUTRINA É DE PAZ...”
Em uma das últimas reuniões de sexta-feira a que compareceu
no Grupo Espírita da Prece, ouvimos Chico [Xavier] comentar com alguns
amigos de São Paulo:
“A Doutrina é de paz... Emmanuel tem me ensinado a não
perder tempo discutindo.
Tudo passa... As pessoas pensam o que querem a meu
respeito – pensam e falam. Estou apenas tentando cumprir com o meu dever de
médium. Companheiros escrevem fazendo insinuações em torno da obra dos
espíritos por meu intermédio...
O que posso fazer? Estamos numa doutrina de
livre opinião. Devo prosseguir trabalhando. O meu compromisso é com os
espíritos... Não pretendo ser líder de nada.
Estou consciente de que tenho
procurado fazer o melhor e sou grato aos nossos Benfeitores por não me terem
permitido uma vida tão inútil. Um dia, nós vamos compreender a necessidade de
uma união mais profunda – quando nos sentirmos ameaçados pelas religiões
intolerantes, que estão crescendo muito...”
Prestes a adentrar a saleta onde a tarefa do receituário o
aguardava, concluiu:
“Eu não sei onde vamos parar, atacando uns aos outros
assim... Os espíritas devem estar com muito tempo; de minha parte, não tenho
tempo de responder nada... Já saio da cama com muito serviço, e é assim o dia
todo.
Lamento os companheiros que ainda não descobriram a alegria de viver de
espírito desarmado. Depois, eles se queixam de depressão, falta de fé... Ora,
estão cavando um abismo!... Como é que haverão de enfrentar a hora da
desencarnação?
Graças a Deus, nunca briguei com ninguém...
Eles têm tentado me
provocar, digamos, me enrolar... Mas eu não posso. Emmanuel não me dá tempo.
Vocês me perdoem, mas agora mesmo ele está me dizendo que já falei demais!...
Ainda bem que não tenho tempo! Seria mais um para polemizar...”
Antes de fechar a porta da saleta que dava para a sala de
reuniões, rematou, sorrindo:
“De madrugada, a gente continua!...”
Livro: Chico Xavier, o Apóstolo da Fé: 75 Anos de Mediunidade
Carlos A. Baccelli - LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo
Existem tantas doutrinas lindas a disposição.
Ninguém sabe tudo.... aliás, ninguém sabe nada!
Aquela que achar que tem domínio sobre tudo está equivocada,
precisa ler mais e parar de olhar apenas para seu umbigo.
É só descer do pedestal que ergueu e procurar.
Beto de Ogum
Filho de Pai Vinicius de Oxalá Domaia e Ogum Megê
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CRÔNICA DO MÊS
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MARÇO 2012
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O UMBIGO
Foto di Stefano Bolognini 25 aprile 2006
Esta é uma
das crônicas que eu não gostaria de fazer como integrante da Bacia de Vinicius
de Oxalá, mas como homem tenho o dever de fazer como alerta.
Observação: Ao ler (*), estou querendo dizer "Alguns, algumas", porque existem alguns maldosos que já irão "fofocar" dizendo que falei de todos.
Quando
entrei para a SURAOMO, em agosto de 1971 eu tinha 21 anos. Com esta idade minha
personalidade já estava formada e sempre fui “das coisas certas” e, coisa por fazer,
depois eu faço, não sei se vai dar certo, coisas negativas nunca foi meu forte.
Sempre
procurei me relacionar com tudo e com todos, mesmo tendo algumas (*) pessoas a
minha volta sendo contra “as coisas certas” e com visíveis mostras de inveja e
intolerância para comigo, e escutei coisas deste tipo:
- “O que este guri quer aqui afinal?”
- “Ele acha que vai mudar o mundo”
- “Sou pronto (a) há muitos anos, sou mais velho
(a) do que ele”.
- “Isto que tu esta fazendo não vai dar em
nada”.
- "Eu não gosto do fulano (a)”
- “Na casa dele (a) é tudo diferente”
Se eu fosse
pelas palavras e sugestões dos “ditos mais velhos” (*), se eu entrasse na “negatividade
deles” (*) eu seria um homem fracassado e deixaria de ser o que fui na
Diretoria da SUROMO e não faria tudo que fiz por meu Pai.
Nunca me
abalei por ter ao meu lado alguns “irmãos/irmãs” (*) torcendo
contra tudo o que eu fazia, nunca me abati por isso.
Esta é a minha marca > LUTAR SEMPRE, como
um bom filho de Ogum.
Nunca tive medo de
feitiço porque sempre fiz a coisa certa e sempre tive o aval e a proteção de Oxalá Domaia e Ogum
Mege e este aval permanece até hoje. Sei que Oxalá e Ogum querem e esperam que
eu continue a lutar por eles e estou exatamente fazendo isto, continuando manter viva a
saga da Bacia e de nossos ancestrais, pois que faleceu foi o homem Vinicius e não Oxalá Domaia e Ogum
Megê.
Com o passar
dos anos e participando de todos os processos normais dentro de uma casa de
Religião, lendo, pesquisando, me informando do mundo em que vivia e, mesmo sendo boicotado por “alguns” (*), levei a cabo minhas
metas, entre elas, a Construção da Casa de Oxalá Domaia e Ogum Megê na Saturnino
de Brito 300 e os Livros que escrevi dos quais destaco A Umbanda e o Afro
Brasileiro na visão de Vinicius de Oxalá.
Bem, agora
estou tentando UNIR os filhos, netos, bisnetos, tataranetos, tetranetos de Pai
Vinicius e o que eu vejo?
Uma completa
apatia de “alguns” (*) filhos de Pai Vinicius pois antes da Bacia
vem à palavra mais importante que é: - UMBIGO
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O umbigo ou embigo
(uso antigo e informal) é a cicatriz resultante da queda
fisiológica (natural) do cordão umbilical,
e costuma manifestar-se como uma depressão na pele.
A palavra umbigo tem sua origem no latim umbilīcus,
diminutivo de umbo, com o sentido de saliência arredondada em uma superfície; foi escrita pela primeira vez em um
documento oficial em 1563
O cordão umbilical resultante do parto
costuma cair entre uma a duas semanas após o nascimento,
formando assim o umbigo no bebe.
Com isso quero dizer que o umbigo é apenas um ponto do ser humano o que
não o diferencia dos demais. Todos nós
temos umbigo e não podemos caminhar olhando apenas para ele, pois não podemos ver as coisas a nossa frente e porque, olhando tanto para seu umbigo você poderá tropeçar.
RESUMO DA CRÔNICA
Se não houver paz, integração, união entre os irmãos, se as discórdias continuarem sem
conversas, se continuarem a pensar, caminhar e olhar apenas para SEU UMBIGO (*), nada
vai mudar, nada se modificará, nada será agregado e, quem vai perder com isso?
Quem perderá com isso serão os seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos, e com toda esta apatia e estagnação, a essência da Bacia ao
longo dos anos estará irremediavelmente perdida.
Pensem nisso....
para o bem da Bacia e de seu legado, vamos tratar de agir com o coração, com união e não apenas com o seu umbigo.
Beto de Ogum
Filho de Pai Vinicius de Oxalá
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CRÔNICA DO MÊS
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FEVEREIRO 2012
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Em uma época que ser evangélico é um sucesso, o que me faz orgulhar-me do título de Batuqueiro?
O que me orgulha em ser batuqueiro é toda a riqueza que ele me transfere, o batuque tem um valor social imensurável, ele atinge todas as áreas de vivência do ser humano.
As religiões de matriz africana nos proporcionam referência familiar, prevenção ao vício e auto-controle, formação profissional, encaminhamento ao emprego, orientação a saúde, aconselhamento familiar, formação infanto-juvenil, inclusão social, respeito hierárquico, responsabilidade social e cultural, preservação ambiental, respeito a todos os cultos.
Vou somente abordar a referência familiar, que na minha opinião, a falta dela é causadora de diversos problemas.
Nas casas de religião (Ilê Axé) encontramos realmente um lar, onde nos sentimos acolhidos, protegidos aquela sensação de casa de mãe, quantos religiosos encontraram no ilê um lar, que por algum motivo exclusivo não tinham uma moradia, moraram no ilê e ali aprenderam a lida com os orixás. Enquanto não estavam trabalhando no axé, prestavam serviços gerais para o bom funcionamento do terreiro.
As casas de religião não estão ali somente para criar bons sacerdotes, ela está ali para formar cidadãos melhores, criar pessoas que tenham responsabilidade com o meio em que vive.
O Batuque cria valores sociais e morais, por isso me orgulho de ser batuqueiro, se não fosse o batuque seria qualquer coisa, menos o que sou hoje!
Cristiano de Agandju
Fillho de Santo de Mãe Lourdes de Oyá de Florianópolis-SC-Brasil |
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CRÔNICA DO MÊS
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JANEIRO 2012
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REFLETIR - ANO NOVO
Quando iniciamos um novo ano é comum as pessoas
desejarem e pensarem em coisas boas, desejar toda a sorte do mundo para todos
mas, é muito difícil para a maioria refletir sobre o que não deu certo, porque
não deu certo e dos erros que cometemos.
Todos sabem que vivemos em um mundo de causa e
efeito onde é aqui mesmo que responderemos por todas as nossas escolhas.
Se você passou 2011 realizando obras dignas, tentou
ajudar ao próximo como a ti mesmo, PARABÉNS!
Se você passou 2011 na omissão, vendo coisas
erradas e preferiu se calar! Parabéns da mesma forma pois você usou seu livre
arbítrio na escolha que foi “só sua”.
Se você passou 2011 criticando, sem oferecer alternativas
ou se você passou 2011 olhando apenas para o seu umbigo, tenha em mente um 2012
diferente, mude sua forma de pensar e olhe para as pessoas com outra visão, a
visão da Unidade.
Que 2012 seja de Paz e Saúde para todos nós.
Que Oxalá nos guie e ampare em nossas missões.
Epaô Baba
Beto de Ogum
Filho de Pai Vinicius de Oxalá
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CRÔNICA DO MÊS
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DEZEMBRO 2011
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REFLETIR É PRECISO
Em janeiro de 2012 o ciclo se completa com o Axé de 12 anos da
passagem de nosso querido Pai Vinicius de Oxalá. É um momento de reflexão, é um momento para pensarmos no que fizemos
nestes doze anos que passaram sem a sua presença física.
- Será que seguimos as orientações deixadas por ele?
- Estamos fazendo jus ao sobrenome Domaia?
O que dói é saber que muitos já esqueceram até do seu nome, esqueceram
que a morte, a passagem do corpo físico é uma coisa e, a permanência de Oxalá e
Ogum Megê é eterna.
Que me desculpem pela verdade que digo agora, SÃO POUCOS OS QUE FAZEM
JUS a terem o sobrenome DOMAIA OGUM MEGÊ.
Pensem, vejam, revejam, meditem no tudo que foi feito e vejam se bate com
o que foi ensinado por ele. Ninguém é dono da verdade, ninguém é melhor ou pior do que o outro. Estamos
vivendo em um mundo de Causa e Efeito e fica aqui mais um texto deixado por
nosso Pai. (extraído do livro).
SUCESSÃO DA BACIA
Sobre a sucessão, o meu desejo
seria que a casa continuasse e nisso eu venho lutando a alguns anos, procurando
a pessoa ideal que pudesse vir a me substituir e a ser aceita dentro da casa. Tivemos a disposição algumas
pessoas, mas nem todas puderam ser aprovadas porque sempre ficou algo a
desejar.
A mais provável seria a minha
própria filha carnal que seria a sucessora, mas, ela sentou os seus santos com
sua mãe de santo, assumindo a situação na casa de sua mãe de santo, o que
dificulta naturalmente a continuidade dentro da minha própria casa de santo.
Posteriormente preparei meu
filho de criação para que pudesse assumir esta posição. No princípio ele aceitava com
muito gosto, mas foi temporário o entusiasmo. Posteriormente também vi que já
não havia condições de poder esperar que ele viesse a cumprir ou assumir uma
situação o que me deixou novamente na mesma e no momento atual, por exemplo,
ainda não sei quem é a pessoa que poderia me substituir na frente da obrigação.
Não tenho nenhuma pessoa ainda
específica porque todos os meus filhos são prontos, tem santos sento e
naturalmente ficaria muito difícil assumir duas obrigações.
Então, espero que ainda Oxalá me
ajude e que eu tenha vida suficiente para poder indicar a pessoa que possa me
substituir. Sei perfeitamente que minha
filha assumiria os santos com boa vontade, mas isto não seria o suficiente, o
ideal seria ter assumido os meus santos e não ter sentado os seus santos.
Como dá para perceber, nosso Pai tinha uma preocupação enorme com a
sucessão da Casa no seu todo. Ele
procurava alguém que fosse consenso entre os seus filhos, ele procurava algum
líder e que esse líder soubesse conduzir toda a Suraomo e não apenas cortar
para Oxalá. Mesmo sabendo que sua filha carnal assumiria com boa vontade ele viu
que não era o ideal para a Família Domaia Ogum Megê.
Hoje, se voltássemos no tempo, logo após a sua passagem e tivéssemos feito uma reunião com
todos os filhos prontos de Pai Vinicius e todos os que tivessem Búzios,
jogassem para ver quem seria o sucessor, com certeza não teríamos o que temos
hoje.
Esse fardo de culpa eu carrego até hoje por não ter tomado essa
atitude como Presidente, pois com certeza a Casa de Ogum Mege e Oxalá ainda estaria na
Saturnino de Brito 300. Espiritualmente ela ainda está lá, ainda existe um grande Axé envolto naquele
local que é só deles.
Oxalá Domaia e Ogum Megê respondem e continuarão sempre respondendo no
coração daqueles que ainda os amam e não os tem apenas como troféus e trampolim
para fama.
Beto de Ogum
Filho de Pai Vinicius de Oxalá |
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